...........................

domingo, 20 de maio de 2007

Cá miando e cantando?

Texto de um amigo que passará a escreve mensalmente aqui.
Seu primeiro texto:

____________________________________________________________________

“Muito me incomoda usar um martelo sem saber por que foi feito como foi feito. Em alguns casos, coloque uma conjunção aditiva entre o primeiro ‘feito’ e ‘como’”. Acostumei-me com estórias de pequeno e com a história (estória) da humanidade. Pensamos em períodos concluídos, lados opostos, aliados, estudamos movimentos políticos como se estes fossem a maioria, mas acredito que os homens daquele tempo, pequeno e mortais como nós, também ficaram à deriva sem ter para quem torcer.

Somos capazes de entender a maioria das coisas somente depois que estas se passem e se resolvam, digo desde questões menores, de relacionamento ou políticas até as mais extremas e filosóficas. Talvez alarme o leitor o fato de ter colocado como menores os assuntos de administração do (apesar de haver controvérsias) organizador da sociedade, explico: refiro-me a acontecimentos mundanos, retratados no jornal, que assim ficam sempre, sem que sejam abalizados sem a rotina, os quais, muitas vezes, sequer podem ser, você diria que um prisioneiro da Alemanha na Segunda Guerra, de quem muitas informações eram privadas, acreditaria que estava torcendo para o lado o qual dominaria mais adianta o mundo? Se alguém que não se incomoda em simplesmente dar marteladas, sim.

Assim, olhamos para o nosso ambiente, onde notamos serem patéticos muitos dos ideais românticos valorizados em tempos de ditadura, regido por seres cientes de que é preciso quebrar ovos, apesar de muitos comerem omeletes enquanto pregam que salvem os pintinhos. Educação e pobreza tornaram-se discussões sem fim, nas quais se assume o que é necessário, contudo nada é praticado/praticável: inúteis, ou seja. Numeramos megalópoles de representantes com rachas que se alvejam de cumprimentos sem nunca se conhecer: tudo isso e muito mais não merece ser considerado errado, pois, chorar a “decadência do mundo” é só um escape besta de consciências endossadas por novelas.

Enfim, bem ou mal, certos ou confusos, não fazemos diferença para o que parece nos levar. As coisas continuarão até que sejamos grupos de livros, e o que sobrar puder dar como entendido (sem sequer ter presenciado) o que dissemos que passamos quando só estávamos preparados para o que já acontecera. Estamos em estado de sítio, mas a narrativa não irá se sitiar.

(...e ainda falo como se estivesse certo)